O ALVO DA PREGAÇÃO: A GLÓRIA DE DEUS

Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. 2 Timóteo 4:1-2.

Estamos vivendo uma época onde o conceito de muitos “sábios” e “inteligentes” e incrédulos, a pregação é uma tolice. Eles preferem a sabedoria filosófica e por isso vivem do seu idealismo. Porém, é através da pregação do Evangelho que a salvação é outorgada aos homens. A pregação da Palavra é necessária porque mostra o modelo de Deus operar na vida dos homens e das mulheres. É por meio da pregação da Palavra que Deus mostra as Suas grandezas. Em nossos dias vemos pessoas morrendo famintas da grandeza de Deus, mas muitas delas não fariam este diagnóstico de suas vidas perturbadas. A majestade de Deus é uma cura desconhecida. Há prescrições muito mais populares no mercado, mas o benefício de qualquer outro remédio é sumário e pouco profundo. A pregação que não contém a grandeza de Deus pode entreter por algum tempo, mas não tocará o clamor secreto da alma que clama pela glória de Deus. Veja o que pediu Moisés ao Senhor em Êxodo 33:18 Então, ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória.

Irmãos, a grandeza e a glória de Deus são relevantes. Um grande pregador do passado Robert Murray afirmou: “O que Deus abençoa não é tanto os grandes talentos, mas a grande semelhança a Jesus. Um ministro santo é uma arma terrível na mão de Deus”. Em outras palavras, do que o povo precisa mais é da nossa santidade pessoal. Sim, e santidade nada mais é do que uma vida imersa em Cristo e uma visão da glória de Deus. Por isso que o tema indispensável da nossa pregação é o próprio Cristo, em Sua majestade e verdade e santidade e justiça e sabedoria e fidelidade e soberania e graça. Quando pregamos a Cristo e este crucificado ao mundo, estamos pregando tudo a ele, quando não pregamos o Cristo crucificado, não pregamos nada a ele. Veja o foco da pregação do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 1:23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios. Também era o foco da igreja primitiva: E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo. Atos 5:42. A tarefa de qualquer pregador cristão não é dar ao povo conselhos moralistas ou psicológicos sobre como se dar bem no mundo. Qualquer outra pessoa pode fazer isto. Não podemos falar nada ao povo que não proceda da verdade da Palavra Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém! 1 Pedro 4:11.

Muitos poucos são os que pregam hoje: “assim diz o Senhor”. A pregação bíblica saiu de moda há muito tempo. Quando pregamos a Palavra de Deus, falamos como embaixadores de Deus, nunca precisaremos queixar-nos de falta de assunto, pois a nossa mensagem chega a transbordar de tão cheia. Em toda pregação estão envolvidos o Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo sendo eles o começo, o meio e o fim da pregação. As palavras do apóstolo Paulo tratam de todos os labores ministeriais, especialmente o da pregação: Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! Romanos 11:36. Os alvos da pregação genuína são, despertar a consciência através da santidade de Deus, alimentar a mente com a verdade de Deus, purificar a imaginação através da beleza de Deus, abrir o coração para o amor de Deus, devotar a vontade ao propósito de Deus. Em outras palavras, Cristo é o alvo da pregação, Cristo é à base da pregação, e todos os recursos entre o alvo e a base são dados pelo Espírito Santo. Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus. Atos 4:31. Todo aquele que foi salvo pelo Evangelho deve ser um evangelista nato, e também apresentar todos os aspectos da verdade na devida proporção, pois todas as partes das Escrituras são proveitosas, e a nós compete pregar não somente a verdade, mas toda a verdade. Muitos pregam que Cristo morreu e ressuscitou, isto é uma verdade, mas pregar toda a verdade é pregar também que o pecador morreu no Corpo do Senhor Jesus e também ressuscitou junto com Ele, caso contrário, estamos todos perdidos. Pois, se fomos unidos com ele por uma morte igual à dele, assim também seremos unidos com ele por uma ressurreição igual à dele. Romanos 6:5(LH). Quando pregamos a Pessoa e a obra de Cristo, estamos pregando o verdadeiro Evangelho da graça. Jesus morreu e ressuscitou para ser Senhor de vivos e mortos. Isto é anunciar que o nosso Senhor Jesus Cristo reina. Nós que fomos alcançados por esta obra vemos Cristo como nosso Rei. Ele é o Rei do Universo; Ele tem direitos absolutos de criador sobre este mundo e todos nele contidos. No entanto, há rebelião e revolta de todos os lados, e Sua autoridade é escarnecida por milhões. Assim, o Senhor envia pregadores ao mundo para bradar que Cristo reina, que Ele não deixará que Sua glória seja escarnecida indefinidamente, que Ele vindicará o Seu nome em grande e terrível ira. Mas aos rebeldes e perversos é oferecido um perdão completo e livre, desde que clamem por misericórdia e se prostrem diante do Rei Jesus. A anistia é assinada pelo sangue de Cristo. Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Efésios 2:13.

O principal objetivo da pregação da Palavra de Deus é restaurar o trono o domínio e a glória de Cristo nas almas dos homens. Mas a glória de Deus não é refletida com clareza nos corações dos homens e das mulheres, quando eles se submetem covardemente, a contragosto, à Sua autoridade, ou quando obedecem em medo servil, ou ainda quando não há alegria em reposta à glória de seu Rei. Irmãos, a implicação disto para a pregação é óbvia: quando Deus manda seus vasos proclamar que Cristo é Senhor e Rei, seu alvo não é o de compelir o homem à submissão, por um ato de autoridade crua; Seu alvo é arrebatar nosso afeto com exibições irresistíveis de glória. A única submissão que reflete em sua totalidade o valor e glória do Rei é a submissão prazerosa. Submissão de má vontade é uma repreensão ao Rei. Sem regozijo na sujeição não há glória ao Rei. Na realidade é isto o que Jesus afirma em Mateus 13:44 O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.

Quando o reino é um tesouro, a submissão é um deleite. Ou, invertendo a ordem, quando a submissão é um deleite, o reino é exaltado como um tesouro. Portanto, se o alvo da pregação é glorificar a Deus, ela precisa ter como objetivo a submissão prazerosa ao reino dEle, e não submissão fria. O apóstolo Paulo diz em 2 Coríntios 4:5 Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. Mas, observem que a seguir, no verso seis, ele expõe o que está por detrás da proclamação do Senhorio de Cristo, por detrás do governo e autoridade do Rei Jesus, e mostra a essência de sua pregação, que é o conhecimento da glória de Deus da face de Cristo. Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo. 2 Coríntios 4:6.

Portanto, a pregação que não tem como alvo a glória de Deus, pode ser qualquer outra coisa, menos a pregação da Palavra. A mensagem é o próprio Cristo. Isso porque as pessoas não se reúnem para escutar um ser humano, mas para ouvir o próprio Deus. Todos aqueles que são filhos de Deus tem grande prazer em ouvir a Sua Palavra, porque se deleitam nela. Portanto, o alvo da pregação é a glória de Deus refletida na submissão prazerosa do coração humano. E a preeminência de Cristo na pregação está garantida por este fato: aquele que satisfaz recebe a glória; aquele que concede o prazer é o tesouro. Mas a maravilha de tudo isto é que temos este tesouro dentro de nós. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. 2 Coríntios 4:7. Amém.

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